Uns davam as ordens e os outros fingiam que eram robots e faziam o percurso que era mandado.
Depois experimentámos registar as sequências de comandos em folhas de papel.
Um sítio para contarmos as aventuras da nossa turma

A partir de uma ideia da Maria e da mãe da Maria, decidimos começar a escrever uma história.Aquela gruta era feita de muitos túneis que davam uns para os outros, como num grande e escuro labirinto.
Sentaram-se, cansados e frustrados a tentar perceber como sair dali, quando a Alice se lembrou de chamar a fada. Chamou, chamou e nada aconteceu.
- Onde andaria ela? Perguntou Alice a si própria.
- E onde estaria o Vampiro? Perguntou o Vinicíus. Já teria dado pela falta deles?
Tinham que sair dali e rápido. De repente, Vinicíus levantou-se bruscamente com a expressão de quem tinha tido uma grande ideia ou lembrado de algo importante.
-O Dentolas! Exclamou ele…
-Dentolas? Perguntou Alice. Quem é o Dentolas?
-Um rato meu amigo, ele é enorme e conhece bem todos os túneis do mundo, de certeza que me vai conseguir encontrar e levar-nos daqui para fora.
Alice estava incrédula.
- Esse teu amigo Dentolas foi quem me empurrou para o esgoto, é por causa dele que estou aqui. Disse ela furiosa.
- Talvez ele se tenha assustado contigo, ou tenha pensado que ias fazer-lhe mal. Ele é muito tímido e nervoso, mas é um pouco tolo e por vezes faz coisas sem pensar.
-Bom! De qualquer modo como pensas chamá-lo? Devemos estar tão longe de tudo!
- Eu tenho um apito especial que combinei usar se nos quiséssemos chamar. Ele é mesmo meu amigo, vais ver e aposto que até irás gostar dele.
Então o Vinicíus soprou várias vezes o apito, com toda a força dos seus pulmões.
Passado um bom bocado começaram a ouvir sons de um dos túneis.
Mas ficaram aterrorizados porque afinal apareceu o Vampiro. E eis que quando este já os estava quase a apanhar, surgiu de repente uma mancha grande e peluda, rosnando e guinchando forte de forma assustadora.
Logo o vampiro fugiu assustado e os dois amigos viram no escuro uma grande boca cheia de dentes e com um sorriso simpático que exclamou.
- Olá Vinicíus, estás bom?
Era o rato Dentolas!
Rapidamente ele os conduziu para a saída do labirinto de túneis e quando chegaram ao exterior ficaram tão felizes por de novo sentir o calor do sol na pele e o cheiro das flores, que começaram a saltar e a cantar de alegria.
Nesse mesmo dia, o Dentolas levou-os a conhecer a sua família, a mãe rata, que se chamava Orelhinhas e os três engraçados e divertidos filhos.
Eram uns verdadeiros malandrecos, mas muito alegres e simpáticos que os levaram a passear por aquele lindo mundo de flores e Sol.
Conheceram muitos outros habitantes dali. Vários pássaros de cores vistosas que brilhavam ao Sol, um bando de lagartixas que se divertiam a fazer corridas deslizando por uma encosta, os esquilos que faziam acrobacias nas árvores, e muitos outros amigos.
Mas o dia aproximava-se do fim. Alice e Vinicíus começaram a lembrar-se dos pais e mães que já deveriam estar preocupados.
Foram ter com o Dentolas e explicaram-lhe o seu problema.
Logo o rato lhes disse para subirem para as suas costas, que os levaria a casa num instante, através dos túneis.
Despediram-se de todos os novos amigos com a promessa de voltarem mais vezes, para brincar todos juntos naquele mar de flores, acariciado pelo Sol.
Nessa noite, a Alice e o Vinicíus, já nas suas camas, ficaram ainda muito tempo a pensar nas incríveis aventuras que tinham tido.
Para Alice aquele dia tinha sido também de uma grande lição. O vampiro que tinha sido muito simpático oferecendo guloseimas, afinal era mau e o rato gigante que ela tinha pensado ser um monstro, era um agradável e bondoso amigo.